Sobre o livro
Viktor Frankl era psiquiatra em Viena quando foi deportado para Auschwitz e outros campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Neste livro — um dos mais vendidos da história, com mais de 12 milhões de cópias — ele relata a experiência devastadora do campo e extrai dela uma teoria psicológica profunda: mesmo nas condições mais extremas de sofrimento, o ser humano retém a liberdade de escolher como se relaciona com a própria experiência. Essa descoberta forjada no horror se tornou a base da Logoterapia.
A Logoterapia parte do princípio de que a principal força motivadora humana é a busca por sentido, não o prazer nem o poder. Frankl identifica três fontes de sentido: criar uma obra ou realizar algo, experimentar algo ou encontrar alguém através do amor, e a atitude que tomamos diante do sofrimento inevitável. Essa última fonte é a mais radical: diante do que não podemos mudar, ainda podemos escolher como respondemos.
Para leitores contemporâneos, o livro vai muito além de um relato de sobrevivência. É um manifesto sobre responsabilidade pessoal, resistência psicológica e a diferença entre existência e sentido. Para quem enfrenta perdas, crises profissionais ou existenciais, Frankl oferece não apenas esperança, mas um framework intelectualmente rigoroso para reconstruir propósito em qualquer circunstância.
